Neuquen é uma cidade de uns 350.000 habitantes, bem movimentada e com bastante infra estrutura. Apesar da forte chuva que peguei, uma raridade por aqui é uma região árida e seca. Os vinhedos encontram se a uns 40 km da cidade, e se caracterizam pela grande amplitude térmica, que ocorre no verão e início de outono, ideal para uvas como pinot noir e chardonay. Que segundo dizem os especialista, desta região, virão os melhores vinhos do mundo feitos com estas variedades. O desenvolvimento da vitivinicultura é recente em Neuquen, mas já conta com excelente e modernas Bodegas, e podem acreditar um ótimo vinho. Um menu com vinho, no restaurante da Vinícola da Bodega da Família Shroeder é uma ótima pedida. Assim como o Pinot Noir da Bodega Canale.
PELAS ESTRADAS ENTRE PORTO ALEGRE E A TERRA DO FOGO
Um roteiro pelas estradas que levam a vinhedos, desertos, cordilheiras, vulcões, mares, lagos , neve, vento, gelo, frio, paisagens e culturas muito conhecidas e pouco visitadas....
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
. DE TREVELIN A NEUQUEN 780 KM
De volta à ruta 40, o caminho entre Trevelin e Bariloche , é marcado pela paisagem agreste de montanhas e lagos, pela grata surpresa que é El Bolson, com suas lojinhas de artesanato e estrutura para visitantes. A bela paisagem do lago Nahuel Huapi, e das montanhas que o rodeiam.
Passando de Bariloche, a paisagem árida retorna, e com montanhas de pedra com diferentes formatos. Que terminam em retas intermináveis e paisagens típicas de deserto.
TREVELIN A NEUQUEN
DE COYHAIQUE, CHILE SEGUINDO PELA CARRETERA AUSTRAL ATÉ TRAVELLIN, ARGENTINA
Coyhaique, cujo nome é de difícil lembrança, é a maior cidade da Patagônia Chilena, fica em um vale , tem uma infra estrutura razoável , porém fica praticamente isolada por estrada, do resto do Chile. A cidade é cercada de montanhas , e de Parques Nacionais.
A região tem vales cercados de florestas fechadas, rios correntosos e lagos azuis. Ao contrário da Argentina , esta parte da Patagônia é úmida, e com chuvas constantes. O que origina uma paisagem composta por vales verdes e cultivados, lembrando paisagens alpinas da Austria e Suiça. Florestas com matas fechadas, convivendo com montanhas , de pico nevados e geleiras.
A maior parte da Carreteira Austral, ou melhor quase todo o caminho percorrido , neste dia, foi em estradas não pavimentadas, o famoso rípio. Ao entrar no Parque Nacional de Queolat, a Carretera Nacional , quase se transforma em uma trilha, estreita , cheia de curvas e declives. Com as árvores avançando em cima do caminho.
Os vales quase todos cultivados, com pastagens, para o gado leiteiro, são habitados por descendentes de alemães, que deixam as marcas nas cercas , na arquitetura dos galpões, e estilo das casas de madeira.
Nos parque nacionais que são vários, existem trilhas que levam à geleiras, vulcões e lagos andinos. Apesar das áreas de conservação , ainda há muitas áreas com árvores secas e retorcidas, resultante de incêndios, ocorridos nos últimos anos.
O acesso , a Futaleufu, na fronteira com a Argentina, é marcado pela paisagem impressionante do lago Yelcho, cercado de montanhas altíssimas, com a estrada circulando pela beira. Dando oportunidade para observar o reflexo dos topos cobertos de neve, nas águas do lago.
Chama a atenção , que esta região, apesar dos vales férteis e cultivados, dos parques, portos ligados ao Pacífico, encontra-se em um abandono inexplicável, quase não há asfalto, postos de combustível, infra-estrutura para visitantes . Em Futaleufu, na fronteira com a Argentina,uma pequena cidade com ruas comercias, hotéis e órgãos públicos, não existe posto de combustível , os habitantes tem que ir até cidade argentina de Trevellin á uns 50 km , para abastecer seus veículos. Segundo um funcionário, da aduana Argentina , esta parte do Chile foi loteada para multinacionais, Européias e Asiáticas, que não querem que a região se desenvolva. Não querendo entrar no mérito da opinião do fiscal aduaneiro, é uma verdade conhecida realmente grandes empresas compraram e possuem propriedades “estado “ na Patagônia Chilena.
Apesar dos longos trechos e da poeira, que penetra impiedosamente, por toda a parte, a Carretera Austral é um roteiro imperdível, para quem dispõe de um carro apropriado.CARRRETERA AUSTRAL DE COYHAQUE A TREVELIN, ARGENTINA
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
CHILE, MARGEANDO O LAGO GENERAL CARRERA OU BUENOS AIRES , NA VERDADE CHELENKO, CARRETERA AUSTRAL ATÉ COIHAIQUE 400 KM
Em Chile Chico , onde atravessa a fronteira com a Argentina, tem uma balsa que cruza o lago evitando assim gastar um tempo enorme margeando-o. Aconselhado pelo povo local , e já dentro dos meus planos resolvi seguir pela ruta 265 que” bordea” o lago. Saindo de Chile Chico , acaba o asfalto e a estrada rapidamente se estreita e sobe...
De repente , lá embaixo está o lago, lindo , azul turquesa, montanhas em sua volta, e logo abaixo da camioneta, um precipício de uns 300 metros de queda livre, e assim ela vai descendo e subindo, paisagens realmente impressionantes, a estradinha cortada na rocha , rente ao paredão, que teima em jogar pedras na estrada. As pontes são “colgadas”, todas vermelhas, as vilas pelo caminho não tem praticamente nada. Acima e adiante , ventisqueiros e florestas. A Patagônia Chilena é verde, com vales e bosques. Na cidadezinha de Puerto Feliz, tem estradas para o grande ventisqueiro ( geleira) San Rafael , além de passeios pelo lago. A pesca é rica 11 variedades de peixes entre trutas e salmão . Entra-se na carretera Austral mas o rípio não dá folga, neste dia já foram quase 260 km de estradinhas sem asfalto. A uns 120 km antes de Coihaique começa o asfalto, e estrada sobe um cordilheira, a neve toma conta do caminho. Finalmente chega-se a esta cidade, a maior da abandonada Patagônia Chilena. O susto da estrada em volta do lago, desgasta bastante , mas as imagens , impossível de esquecer. A dica do Chileno foi boa ....
LAGO GENERAL CARRERA, CARRETERA AUSTRALquinta-feira, 23 de setembro de 2010
COSTA LESTE DA PATAGÔNIA CORTANDO PARA LESTE PELA RUTA 43 900 KM
Acredito que agora sei o significado da palavra desolado, e da expressão açoitado pelo vento, esta parte da patagônia não se vê nenhuma alteração de paisagem, de relevo , de plantas, quase nada. Parece que algumas partes do litoral são interessantes de visitar , o Puerto de San Julian, onde fiquei por 40 mn , era um cidade pequena cidade bem simpática e arrumada , boas pousadas e restaurantes. O Parque no Monte Leon , interessante formação rochosa com colônias de pingüins, encontrava-se fechado, tive de seguir viagem. Ao retornar em direção ao oeste, ver o Andes aproximando-se é uma alegria para os olhos e para mente, chegar em Los Antíguos e reencontrar um lago , é como se fosse chegar em uma miragem, árvores e verde finalmente. Em Los Antíguos um chileno me convenceu a realizar a volta do lago General Carrera, que na argentina chama-se Lago Buenos Aires. Paisagens “inolvidables “, a estrada um pouco estreita , e sinuosa, dizia ele, mas já foi pior, que consolo...
RIO GALLEGOS A LOS ANTIGUOS
RIO GALLEGOS A LOS ANTIGUOS
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
RIO GALLEGOS 700 km
O caminho de volta saindo de Ushuaia deveria passar agora pela costa leste da Patagônia, sendo o primeiro ponto de parada a cidade de Rio Gallegos, capital da província de Santa Cruz.
Depois de quase perdr o controle pelas estradas congeladas na cordilheira perto de Ushuaia , retomei o antigo caminho da vinda , o rípio Chileno, a balsa e a ruta 3 Argentina até Rio Gallegos
A cidade não oferece nada que possa chamar a atenção, não querendo ser injusto, confesso que cheguei a noite e saí cedo pela manhã. A grade dica foi me a de jantar em um restaurante, onde me serviriam carne de guanaco. Depois de tanto ver este animalzinho solto , livre por toda Patagônia , colocá-lo nas molduras de minhas fotos , estava na hora de experimentá-lo acompanhado de um malbec.
Para minha surpresa o dono e chef do restaurante, era um jovem que fez curso de gastronomia, chamava-se Mirko , de uma família Croata, proprietária de estâncias na região. convenceu-me a aceitar um pacote de pratos típicos, incluindo o choikue, ou ñadu ou ema, com cordeiros, de sua propriedade, feito com temperos de ervas da região, inventado por ele.
Sim estava pronto para devorar os protagonistas de minhas fotos Patagônicas. Tenho que confessar que estava ótimo, perfeito, inigualável. Um fato que me chamou atenção foi que o jovem chef, proprietário , abanava pra quem passasse pela rua, intimando-os a entrar no restaurante, com gestos e gritos. E olha que noite de Rio Gallegos no inverno , não é assim tão movimentada, mas o restaurante lotou.
| Cordeiro com molho balsâmico |
| Cordeiro com nhoque de espinafre recheado com provolone |
| a esquerda o choikue ou ñadu |
| LAGUANACAAZUL |
terça-feira, 21 de setembro de 2010
USHUAIA
Ushuaia é conhecida como o fim do mundo , Argentinos e Chilenos brigam pelo título do maior” cafundó” da Terra , eles dizem que é Port William, uma base em uma ilhota do outro lado do canal de Beagle , ou que na verdade o maior fim de mundo é Punta Arenas e não Ushuaia, pois esta em uma ilha , e a cidade Chilena no continente, ilha não vale, segundo eles...
Desconsiderando esta discussão sem sentido, Ushuaia escolheu muito mal o fato que lhe deu a fama. Basta dar uma pequena volta pela cidade e arredores para descobrir que o entorno de montanhas, florestas, lagos e o mar , criou uma da paisagens mais exóticas e incríveis que alguém poderia conhecer. Depois de vários quilômetros de monotonia pelas estradas da Terra Fogo, sentimos que a paisagem muda completamente, cordilheiras cobertas de neve, florestas no lugar da vegetação rasteira , lagos andinos azuis e nesta época congelado , no lugar das estepes açoitadas pelo vento. Como se não bastasse o mar, que no verão pode ser navegado através de visitas a estâncias , ilhas e colônias de pingüim. Há pousadas e hotéis, que teimam em fechar esta época, para todos os tipos e interessados. A comida é ótima e variada , e o atendimento é melhor ainda. Comer uma “centolla” na Tia Elvira é uma obrigação de quem vem até aqui. Mas confesso que um cordeiro Fueguino teria sido melhor, se fosse época, é claro ...
Nas estações de inverno, as últimas a fechar no Hemisfério Sul, além do ski , snowboard, snowcat ( skimoto), as planícies congeladas permitem passeios de trenós puxados por huskies siberianos. Junto a restaurantes que servem cordeiros e carnes Patagônicas. Alguns fechados até no inverno. Continuo sem entender.
A cidade cresceu desordenamente na volta de um presídio , que deu origem a outra atração famosa , o trem do fim do mundo, bom de ir mas nada que faça ter piedade dos apenados que dela utilizavam para buscar lenha nos matos próximos a cidade. Vale a pena visitar os museus, mas se alguma visita pode ser deixada para trás , que seja esta. O vento , a chuva e a neve me desestimularam o passeio de barco pelo canal. Mas no verão a visita Estância Harbeton deve ser obrigatório. Assim como em qualquer época bater foto na placa da Baia de Lapatya, onde termina a Ruta 3. ao visitar o Parque Nacional del Fin del Mundo , cuidado para um “zorro” não entrar no seu carro. Não espere encontrar construções históricas e bem conservadas, a cidade não tem nada disto, muito pelo contrário. É meio bagunçada e confusa . Aliá como toda cidade que tem alma e estilo . Calle San Martin é a prinicipal , com free shop e Casino, nenhum dos dois fora de série, aliás abaixo da média. Porém as lojas “pega turistas” tem ótimo sortimento e as de roupa de inverno bom preços e boa variedade.
Uma cidade como esta, onde tem muita coisa para visitar, deve se ir de carro , se não quiseres encarar o longo caminho, alugue um , o importante é a liberdade.
USHUAIA
USHUAIA
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
PUERTO NATALES, CHILENOS DO SUL. CAMINHO ATÉ USHUAIA 800 KM
Puerto Natales fica na costa do Pacífico, na verdade em uma reentrância da costa Chilena, no dia que cheguei se comemorava o bicentenário do país. Duzentos anos do fim do domínio espanhol.
A cidade estava toda embandeirada e havia uma feira com músicas típicas e amostra do artesanato local. Interessante , principalmente em reparar o forte traço que descendência indígena deixou nas feições do povo local . são mestiços mas mais índios que espanhóis.
A cidade é bem organizada e relativamente limpa. Há vários hotéis e bons restaurantes, especialmente se o pedido for “cordero al palo”.
A estrada para a Terra do Fogo é a Ruta 9, em excelente estado e muita caprichada, até o estreito de Punta Delgada, onde a Balsa atravessa o Estreito de Magalhães rumo Terra do Fogo. Onde depois de 30 km o asfalto desaparece, e segue em um rípio de estado lamentável por pouco mais de 100 km até a fronteira Argentina. A parte norte da Terra do fogo , é formado por campos intermináveis , planos, batidos pelo vento com estâncias ond e se criam ovelhas, em campos a perdr de vista. Com sedes que parecem uma cidade.
A parte leste, virada par ao Atlântico, pertence à Argentina, possui 2 cidades bem estruturadas, Rio Grande e Ushuaia, e estradas asfaltadas. Não existe maneira de se chegar a parte Argentina sem cruzar, por terra, a parte Chilena. Onde as estrada que os espera é de rípio , mal conservada, mostrando o total desinteresse dos Chilenos, para o lado leste e Argentino da ilha.
Mas nem o sacrifício qaue os Chilenos nos obrigam a enfrentar , tiram o prazer em trafegar na ruta 3 até Ushuaia, depois dos campos intermináveis ao norte , nos aproximamos da linda paisagem montanhosa do sul , com ótima estrutura e comida melhor ainda.
A chegada em Ushuaia , bem isto merece um capítulo a parte .....
PUERTO NATALES E CAMINHO PARA USHUAIA
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