Agora realmente a Ruta 40 entra , na verdadeira Patagônia, em minha opinião, sei que Bariloche já é considerada, mas não adianta , a partir de Esquel que se vai para o sul, onde de fato aparecem os vales, os rios as mesetas , “los bajos”, para o deserto , nem sempre árido , mas sempre vazio da Patagônia Argentina. O asfalto é bastante bom até Rio de Mayo, depois , rípio, nem sempre de boa qualidade, e nem sempre estável para a camioneta. As montanhas com neve a minha esquerda vão e vem. De repente um deserto que varia de paisagens lunares a uma espécie de algo que foi fundo de mar um dia. Em alguns lugares as propriedades não possuiam cercas para a estrada , e sim a estrada cruzava as cercas das estâncias. Quando uma espécie de “mata burro”, aqui chamado de “guardaganado”, atravessava a ruta. As ovelhas da raça de lã , eram esparsas no infinito daquela paisagem.
O governo argentino está reconstruindo toda a Ruta 40, logo terá asfalto por toda ela, mas por enquanto ainda tem alguns trechos não pavimentados, os rípios. Para falar a verdade , pouquíssimos carros passaram por mim na estrada. Talvez nem 10 em toda a rota. Não se baseie em cartão de crédito, na região eles não são bem vindos. “todo em efectivo “ . Muito menos nas indicações e postos com diesel. Ao ver um encha o tanque.
A partir de Esquel , a região se encontra em baixa estação turística, até outubro, ao contrário de Bariloche, portanto muitas pousadas encontram-se fechadas. Reservei por telefone o Hotel Bajo Caracoles, vamos ser assim camaradas , em chamar o estabelecimento de hotel. Na verdade estava praticamente fechado. As acomodações “para lá de rústicas”, com banheiros em comum para todos os quartos, sem toalhas , sabonetes e papel higiênico. Preferi quase morrer de frio a deixar o aquecedor “a gás “ “prendido” durante a noite. O dono me serviu uma milanesa , bom por enquanto ainda estou vivo. A passagem pelo Hotel Bajo Caracoles faz parte de aventura da Ruta 40. Pessoas de todo mundo passam por lá , mas no verão, é claro.
Celular e internet , nem pensar...
Acabei visitando, a “apenas” 38 km , na imensidão da Patagônia isto é ao lado , de Bajo Caracoles , o sítio arqueológico de Cueva de Las Manos, impressiona pela infra ótima infra estrutura , pela paisagem espetacular do Cañadon do rio Pinturas, uma espécie de canyon, e é claro pela documentação nas paredes do cotidiano de tribos que ali viveram e caçaram há 9000 anos.
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