Mais tarde do que esperava tomei o caminho a Mendonça pela ruta 7 , cruzar a Pampa de leste a oeste em um dia . Uma linha reta de uma paisagem que vai do verde intenso, ao verde claro, o cinza e o praticamente nada. Uma “carretera” interminável , que começa em uma das planícies mais férteis do mundo e termina em um deserto de pedras e arbustos espinhentos. No fim não existem mais cidades e sim oasis , acabam-se as planícies de horizontes infinitos e começa uma das maiores cordilheiras do mundo , com o topo branco de neve. A pele das pessoas vai amorenando, os olhos puxando , as zigomas da face salientado, o cabelo alisando e escurecendo. A marca dos que ali viviam, que foram expulsos, mortos ou cristianizados.
O sol desaparecendo entre vultos, que na verdade são montanhas, por causa do adiantado da hora, causam um ânimo indescritível, em quem já estava acostumado e cansado de tantas retas infinitas, de tanta curvatura da terra, de tanta linha do horizonte, ...
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RUTA 7
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